Já me perguntaram várias vezes a graça de jogar RPG, sendo esse um jogo “sem fim”, é eu digo sem fim entre aspas porque tudo é relativo, o fim é quando você decide ser o fim, é um pouco semelhante ao sentimento de satisfação que alcançamos quando chegamos a determinados estágios de nossas vidas mas que logo se passa, afinal o ser humano nunca é completamente feliz e repleto, nossa história de progresso comprova isso, a insatisfação nos leva a conquistar sempre novas coisas, então porque eu deveria considerar diferente isso num jogo de RPG sendo que este tenta ser uma imitação de outra vida forjada por você mesmo? Então eu volto a responder, sim tem um fim, mas o fim é apenas quando você decidir que foi o fim, que você se sente repleto, completo e satisfeito com suas ações, sendo estas boas ou más, egoístas ou altruístas. Mas a graça mesmo não é você chegar a um fim, e sim chegar aos meios, em você ver que seu alter-ego feito de papel e algumas vezes chumbo consegue ser citado pelas histórias no seu mundo imaginário, a exemplo um heróico cavaleiro que eleva os ânimos dos cidadâos que ele ajudou a proteger de um dragão sempre que ele passa, como se seus espíritos se enchessem de esperança por haver alguém capaz de fazer a diferença, ou por outro lado um lorde que subiu em conceito muito rapidamente e logo se manteve os centros das atenções na côrte, onde a inveja e o rancor faz com que as pessoas tentem sempre conspirar por sua derrubada iminente para levá-lo de sua vida privilegiada para uma vida de humilhação e desgraça onde ninguem mais irá confiar nele. E me perguntam qual a graça de jogar RPG? Bem, a graça são as emoções que o jogo lhe proporciona quando você consegue entrar bem no seu personagem, afinal o jogo é mais que assassinar criaturas míticas e desenvolver poderes sobrenaturais, é um jogo de emoções, o que me lembra ainda que um dos melhores cenários que eu já utilizei é um que se foca totalmente no medo dos jogadores.

DRAGAO

“Você terá que passar por mim primeiro, Dragão!”