Cotas Raciais
O sistema de educação brasileira passou por algumas transições nesse novo governo presidencial. Aconteceu uma mudança, mas ela aconteceu, no meu ponto de vista, de forma errônea, já que ela veio de cima para baixo, já que ela começou nas Universidades e não no ensino fundamental que é a base para uma boa e melhor educação. Enfim, não é sobre educação de base que quero falar agora e sim sobre as COTAS RACIAIS.
O sistema de cotas raciais foi empregado para garantir algumas vagas para os negros e índios que residem no nosso país e que almejam conseguir o seu lugar na sociedade através dos estudos e de uma profissão. A intenção de garantir ensino é o mínimo já que o mesmo é assegurado pela nossa Constituição em seu art. 6º:
“Art. 6o São direitos sociais a EDUCAÇÃO, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”
Até aí não há nenhum problema, correto? ERRADO. Já que eles especificam que são negros e índios, fazem uma segregação dessas raças o que é absolutamente inaceitável por vários princípios constitucionais além de violarem de forma gritante os direitos fundamentais dos cidadãos.
“Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
IV – promover o bem de todos, SEM PRECONCEITOS de origem, RAÇA, sexo, COR, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”
“Art. 5º Todos são IGUAIS perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”
Que linda nossa constituição, não é gente? Bem, ela é uma das melhores do mundo e uma das menos respeitadas pelo próprio povo, pois como se permite que o sistema de cotas vá ganhando seu espaço e continue colocando na cabeça de nosso povo que ele está correto! Não está gente, pois quem no Brasil pode dizer que não possui sangue negro? Que não possui uma descendência índia? Praticamente ninguém já que nosso país é uma grande mistura de raças e é por isso que é dito que existem vários Brasis dentro do Grande Brasil, ou seja, a diversidade faz parte de nossa herança e de nossa cultura! Além do mais, eu acredito que seja muito fácil se inscrever como negro ou índio no vestibular, no entanto o difícil é se assumir como tal dentro da Universidade, já que lá dentro é fácil dizer: “Sou moreno.”
E outro ponto que não podemos esquecer é que se as cotas são oferecidas para eles, então quer dizer que eles não são tão capazes como as pessoas brancas? Se for isso, alguém me corrige se eu tiver errado, mas não seria racismo? Sim, seria um grande racismo e não adianta falar da condição social, pois aí entraremos em outro debate que tornará as coisas ainda mais longas e complicadas. Dessa forma, vamos nos focar na realidade, nos fatos! Qual a razão dessas cotas terem sido aprovadas? Ao meu ver, apenas para apaziguar os ânimos e fazer uma política de “pão e circo” para que a população esquecesse dos outros diversos problemas que existem no país, já que achar que isso é uma resolução para a educação serviria e ia cair bem no momento, não é?
Então, pessoal vamos pensar que tipo de sistema é esse que não serve para diminuir as desigualdades, mas sim para que se aumente o preconceito existente em cada um de nós já que quando alguém pelo sistema de cotas ingressa na faculdade, mesmo tendo feito menos pontos que outra pessoa, sempre existirá alguém que irá apontar e falar que ele só está ali devido às cotas. Enfim, qual a razão de ser dessas cotas? Não vejo nenhum plausível no momento, elas deveriam ter sido guardadas e utilizadas com mais cautela no futuro. Bem, mas se criaram as cotas para os negros e índios com a desculpa da dívida histórica, então daqui a pouco irão criar as cotas para todos os descendentes de orientais já que passamos pela comemoração dos 100 anos da imigração japonesa, não é?
Até a próxima!

1. Michel | 4 de julho de 2008 às 16:24
Bom, não querendo generalizar, mas a maior parte de negros e índios existentes no país, é marginalizada e, sim, discriminada – podem dizer que dar as cotas é um tipo de discriminação, dizendo que eles não são capazes, mas acho que o mérito não é esse.
Imagine um negro ou índio que passou pelo sistema de cotas. Pressupondo-se que ele viva num meio segregado da sociedade. Meio este que em muito poucas situações conheceu o sucesso do povo de lá. Imagine esta pessoa indo para uma universidade! Penso que isso seria um ânimo para este meio onde ele vive, de que eles também podem conseguir algo melhor do que a vida lhes designou desde muito tempo.
Não sou contra a cota, só acho equivocada a forma como foi divulgada, o que gera algum preconceito da própria cota. A constituição diz que todos são iguais perante a lei. Sim, este é o princípio da isonomia. Mas acho ele um pouco equivocado, e prefiro o princípio da igualdade, que reza que se deve tratar desigualmente os desiguais para, enfim, alcançar a igualdade.
Anyway, opinião dada. =x
2. lindinalva | 20 de janeiro de 2009 às 11:16
3. Doginho | 20 de janeiro de 2009 às 11:49
Mas como você mesmo falou “História”. Muita coisa mudou hoje em dia e não há só negros ou índios marginalizados e essa “recompensa” não deveria acontecer na forma de um preconceito legalizado, o que é crime no meu ponto de vista.
E o caso onde gêmeos idênticos foram segregados? Um entrou pelas cotas e outro não? Imperícia? Imperfeição? Sim, essas duas coisas, pois no Brasil praticamente ninguém pode alegar que não possua qualquer descendência negra e isso torna ainda mais difícil tal classificação.
E ascensão desigual? Bem, aconteceu muito, no entanto na atualidade você vê que a figura é outra, muitos negros têm bem mais condições financeiras do que antes.
E eu discordo mais porque se quer melhorar o ensino, o qual foi o objetivo da criação das cotas, além de tentar promover o fim da desigualdade social, o governo começou de maneira errada, afinal a reforma tem que acontecer de baixo para cima e não o contrário.
4. Manuel | 22 de janeiro de 2009 às 22:53
5. Doginho | 24 de janeiro de 2009 às 11:20
Meu caro, não preciso ficar mostrando casal de negros com filhos negros morando em Ipanema para dizer que acabou desigualdade. Basta olharmos ao nosso redor e veremos que muitos negros estão bem sucedidos, estão com uma carreira de vento em polpa.
E sobre o que você citou dos que se dão bem e arrumam loiras, já parou para pensar que o preconceito está neles mesmos? Eles não se aceitam e por isso acham que uma loira vai mudar totalmente o jeito deles de pensar.
E, sinceramente, seu comentário foi a coisa mais preconceituosa que já li, pois se você escreve isso querendo passar por entendido, defensor das classes, não fez nada mais do que ter a maior atitude discriminatória de todos afinal você que definiu as “funções” dos negros não foi? Pensa nisso.
Ah, sobre a quantidade de amigos negros ou não, o que isso quer dizer? Ah, se eu tiver muitos, significa que sou uma pessoa evoluída e melhor? Não, meu caro. Acho que tem que rever seus conceitos por aí também.
Ah, só para finalizar, você sabe que no Brasil a etnia é branca, negra, mulata, índia, parda.. não é? Se não sabia, espero que fique sabendo a partir de agora.
6. Igor Jansen | 10 de março de 2009 às 16:52
7. Medner Badu | 8 de julho de 2009 às 11:21
8. Anita | 24 de julho de 2009 às 19:53
Medner, você pode dar mais detalhes?
Só quero lembrar que as cotas, embora possam paracer, para alguns grupos, uma compensação justa, são no fundo uma ampliação do abismo que separa brancos e negros no Brasil. Legitimam a segregação.
Vamos,gente, por favor, pensar não passionalmente, mas politicamente… para o futuro do pais, em que medida as cotas estão realmente sendo boas.
As vagas nas universidades e seja lá onde for devem ser preenchidas por mérito. É comuma base meritocrática que se constroe uma sociedade mais justa.
Gostaria de dividir com vocês este depoimento da prof. Yvonne Maggie sobre as cotas raciais:
http://www.imil.org.br/milleniumtv/depoimento-da-prof%C2%AA-yvonne-maggie/
Ainda há muito o que se discutir sobre este assunto.
9. JOAO HENRIQUE N. DE FREITAS | 18 de agosto de 2009 às 10:55
Nos debates e fundamentações de quem defende o sistema de cotas raciais, percebo que se faz muita confusão com a chamada cota social. Tem muita gente que defende um sistema pensando se tratar do outro.
A história já comprovou que a segregação não cabe nas relações humanas. A política oportunista e eleitoreira apresentada por alguns políticos irresponsáveis é nefasta, nos remetendo aos crimes cometidos contra a humanidade motivados por racismo, por ideologias políticas e religiosas imponderadas.
Não há interesse da classe política em resolver o problema do ensino na origem – no ensino básico e fundamental – porque isso, certamente, levaria mais de 4 anos para apresentar resultados, prejudicando a reeleição. O caminho mais fácil é deteriorar o país com esse pseudo-privilégio nas universidades públicas, que já se estende aos concursos públicos e até à contratação de servidores em cargos de confiança, como ocorre na cidade do Rio de Janeiro.
Importa investir-se na luta por igualdade de acesso às entidades públicas e não burlar-se o ingresso. Favorecer um grupo em detrimento de outro jamais poderá ser entendido como uma prática justa e legal.
Conseguimos suspender as leis de cotas raciais no Rio de Janeiro. Espero, sinceramente, que o exemplo seja seguido nas outras unidades da Federação.
João Henrique – advogado
10. andre | 23 de setembro de 2009 às 18:16
como faço para adiquirir uma carteira de identidade racial?
11. junior | 15 de outubro de 2009 às 20:05
Essa desconstrução da miscigenação brasileira parti principalmente para criar por parte do governo, 1º: uma clientela política; 2º o advento de a afirmação de de certas classes no poder assim como acontece com algumas classes “religiosa” e outos mais que usando desse discurso de igual querem afirma-se no poder; 3º a melhor parte o governo não tem gasto nenhum, e ele tranfere o direito de um para outro simples pois o gasto é ZERO.
Se realmente o interesse fosse inclusão social, igualdade e diminuir as disparidades regionais estariam discutindo uma revolução na educação de BASE nesse país. Mas enquanto gasta-se o dobro do valor do orçamento anual da educação na compra de 36 caças para as forças armadas passaremos a usar o PROUNI, PROJOVEM e COTA RACIAIS pois são medidas do tipo remendo para querer cicatrizar essas feridas ainda abertas no seio de nossa sociedade.
E muitas vezes eu me pergunto porquê CUBA não tem cotas e um PIB muito menor do que o Brasil, a FINLÂNDIA, a CORÉIA DO SUL pois o sistema de educação propociona não idéia de COTAS, sendo assim encerro esse meu depoimento.
ANTÔNIO MENDES JÙNIOR- GRADUANDO EM LICENCIATURA PLENA DE HISTÓRIA DA UEPB
12. Cleonice costa | 5 de novembro de 2009 às 21:44
13. daiana | 8 de novembro de 2009 às 11:19
14. Tiago | 12 de novembro de 2009 às 11:51
Os movimentos a favor de cotas,ou contra a descriminazação racial, no intuito de restaurar a igualdade dessas “raças”, rotulam o ser humano, fazem com que uma parte se sinta inferior a outra, promovendo assim mais desigualdade por conta dessa separação.
Certamente não será com a criação de cotas nas universidades, ou criando o Dia da Consciência Negra, ou mesmo usando uma camiseta escrito ´100% NEGRO´ resolveremos o problema da descriminação racial e das desigualdades sociais exitentes em nosso país, promovendo a exaltação do orgulho racial jamais conseguiremos chegar lá
15. Rayssa | 20 de novembro de 2009 às 14:46
16. Tarcísio | 27 de novembro de 2009 às 10:40
17. briel | 5 de fevereiro de 2010 às 13:25
18. Alexandre | 8 de março de 2010 às 19:55
19. Diego Magalhaes Rodrigues | 23 de março de 2010 às 13:11
se voce soubesse quantas pessoas sofrem preconceito por causa de sua cor ,raça ,etnia. mais ate ai nao prova nada porque quantos negros hoje estudam em escola particulares, qnd pesquisaram na minha escola o resultado ja foi esperado poucos.Entao eu estou começando a me aprofundar no assunto, e sei q o Brasil tem uma sociedade ipocrita ,que se diz um pais feito de misturas, mas quando nao houver uma sociedade como um todo sempre havera desigualdade com os menos favorecidos q nunca coseguirao pagar uma escola e muito menos uma faculdade particular e quando abre as portas para essas pessoas vcs querem fechalas.
O problema e que eles concerteza vao ter mais competencia do que eu e vcs q so criticam.
Eu tenho 14 anos.
Ps:Desculpa os erros de portugues
20. Jesse Marlon | 8 de abril de 2010 às 10:28
Nossa raça é apenas a humana, ela não é e nem deve ser por nada classificada, não somos quinhões para sermos divididos, e sim espíritos em corpos que por opção do criador têm cor.
È tempo de pôr fim às lutas insensatas, e discriminações irracionais, tempo de perdão, de recomeço; e temos o privilégio de estamos nesse tempo, contribuindo com a evolução física e moral de nossa espécie.
Vamos unir as cores e as dores e formar um mosaico blindado contra o orgulho e o egoísmo, que tanto têm nos atrasado.
Chega, agora é daqui pra frente.
21. mister | 20 de abril de 2010 às 17:34
22. Jenifer Torre | 6 de maio de 2010 às 9:14
BJAO ASS JHENYNHA
23. francymara | 8 de maio de 2010 às 8:44
24. Willian | 23 de maio de 2010 às 19:26
RAÇA SÓ A HUMANA!!!
25. Vitória | 26 de maio de 2010 às 23:42
Sou CONTRA as cotas raciais simplesmente porque: COTAS RACIAIS = DISCRIMINAÇÃO³ + VOTOS. E elas só existem por causa dos votos.
Pró-cotas disseram que não devemos duvidar da capacidade intelectual dos negros. OI? Instituir uma seleção diferenciada para um segmento ‘racial’ da sociedade não é duvidar da capacidade deles de passarem como os outros?
O Brasil não pode querer copiar um sistema de admissão americano sem adaptá-lo, pois nós somos um PAÍS ÚNICO. A minoria não é branca, nem negra, nem amarela; É MESTIÇA!
A idéia de querer classificar em alguma raça alguém que tem avós paternos mestiços de portugueses com índios, os avós maternos são imigrantes alemães e a mãe é mulata é RIDÍCULO. Risível. Afinal, a pessoa será caucasiana? Índia? Negra?
A resposta é que ela será BRASILEIRA. Ou seja, miscigenada. Ou seja, Homo sapiens sapiens.
Lembrando que todos viemos do continente africano e, por lógica, todos somos afro-descendentes, não importa o caminho que percorremos desde então.
Quer melhorar o Brasil? Melhore o Ensino Fundamental, ensine os jovens A PENSAR. E a VOTAR também. Quer desfazer a elite universitária? Crie cotas SOCIAIS.
Se quiserem gerar logo uma secção na sociedade, o regime do apartheid está aí. É só copiar: muito mais simples e barato.
Mas não afrontemos a nossa própria constituição, nossas árvores genealógicas, nosso país mulato e nossa bandeira, símbolo de um país que já caminhou rumo ao fim do preconceito, mas que agora recria-o, mais intenso e cruel do que antes.
26. Vitória | 26 de maio de 2010 às 23:46
A idéia de querer classificar em alguma raça alguém que tem avós paternos mestiços de portugueses com índios, os avós maternos são imigrantes alemães e o pai saiu mulato é RIDÍCULO. Risível. Afinal, a pessoa será caucasiana? Índia? Negra?
Perdão, é a revolta que me tira a razão.
27. Claudia | 3 de junho de 2010 às 20:34
28. Jonathan Henrique Ferreira Leite | 7 de junho de 2010 às 3:27
29. Brother | 10 de junho de 2010 às 16:41
Atravessamos as décadas e lidamos hoje com o RACISMO e o PRECONCEITO moderno, onde medidas paleativas surgem sempre que possivel para justificar outra vez, as injustiças sociais. O que faremos? continuaremos trocando textos pela internet?. Fiquem na PAZ.
30. Joyce L. | 24 de junho de 2010 às 14:45
31. junior | 4 de julho de 2010 às 11:22
a sua insatisfaçao com a politica vigente nao deve ser descarregada em um simples projeto que na verdade foi uma luta dos negros concordantes com a ideia de cotas(pois existem negros discordantes)e nao de politicos como foi citado.a minha pergunta é as cota prejudicam a quem?ou simplesmente ferem uma ideologia de estudiosos frustrados que se baseiam em sua teorias falidas quanto a organizaçao estatal?
a minha teoria se nao me leva a pratica eu nao existo.
32. junior | 4 de julho de 2010 às 11:30
33. junior | 4 de julho de 2010 às 11:35
em um pais com a esmagadora populaçao pobre!
34. junior | 4 de julho de 2010 às 11:46
querido leia um pouco mais!
35. junior | 4 de julho de 2010 às 11:58
eu lhe perguntos como sao feitas as leis, como surgem. mulheres,grupos sindicais.brancos e etc… na verdade pessoas com ideias,fé,poder financeiro,cultura e etc…sempre se uniram e unirao para lutarem por seu direitos que pra muitos pode ser interpretados como privilegios….exemplo dos homossexuais na atualidades..
36. junior | 7 de julho de 2010 às 8:06
parabens ao site!
37. milena | 13 de julho de 2010 às 10:22
38. lays | 2 de setembro de 2010 às 16:04
39. Reginaldo Pereira | 29 de setembro de 2010 às 21:36
As ações afirmativas que propõe a implementação das “cotas raciais” nas universidades estão atuando na defesa de direitos sociais que estão sendo violados, atendendo reivindicações justas de segmentos que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Do mesmo modo, outros segmentos sociais são atendidos pelo Estado, como mulheres, crianças, idosos, deficientes,etc; que são selecionados por critérios como gênero, faixa etária, limitação física, etc. – nem por isso o Estado está dando preferência a estes segmentos e ninguém está protestando porque o Estado estaria discriminando por motivos de sexo, idade ou acessibilidade física. Os “negros” se encontram em situação de vulnerabilidade. Se forem atendidos pelo Estado,qual vai ser o critério de seleção?
A solução é investir na educação? Certo- entretanto os negros de países que oferecem alta qualidade de ensino sem discriminação social ou racial continuam ausentes das universidades. Inferioridade cultural? As greves e as ocupações de terra também não resolvem problemas econômicos e agrários – estes movimentos devem desistir das suas mobilizações?
A ciência não comprovou a existência de raças! Certo- também não comprovou a existência de Deus, da liberdade, da justiça, da beleza, etc. A raça também não é um objeto de estudo das ciências sociais?
Já houve erros em laudos para identificar “negros”? A medicina falha todos os dias em seus diagnósticos, muitas vezes com graves consequências para a vida das pessoas- onde está o protesto contra a medicina? Todo mundo sabe identificar quem é o negro que está sendo discriminado, mas na hora de identificar qual negro será beneficiado, se lembram de questionar quem é o negro! Cinismo!
Os estudantes negros que forem selecionados pelo critério da “cor/raça” se sentirão inferiorizados? Dizem por aí também que os bolsistas do PROUNI só conseguiram estudar pela caridade do Estado, já que não têm competência para disputar o vestibular das federais! Alguém conhece um candidato que desistiu da bolsa para não se sentir inferiorizado? Ao contrário, estão sendo identificadas fraudes de estudantes com renda alta que se inscrevem como carentes!
O que impede a inclusão de negros não são limites “físicos” como a limitação de mulheres, crianças, idosos,deficientes,etc.? Por acaso a cultura e as convenções sociais não influenciam concretamente o comportamento das pessoas,estabelecendo valores e limites? Se uma aldeia acredita que uma fera ronda a floresta, não deixarão de adentrá-la como se a fera realmente existisse?
A exclusão dos negros é uma questão social e não racial? Então onde estão os bolsistas PROUNI negros em proporção à sua presença na composição social brasileira?
No Brasil não existe racismo,já que não houve segregação racial? O embranquecimento da população mediante o incentivo à imigração e a tese da democracia racial não foram tentativas de reprimir e suprimir os negros da sociedade? Onde estão os negros e seu protagonismo na história oficial brasileira ou nos livros didáticos entre os século XIX e XX?
Pelas cotas raciais já!
40. lucas bender | 2 de novembro de 2010 às 7:43
Amiga, entao porque nao há cotas para mulheres?
tendo em vista que SEMPRE foram discriminadas, desde o início dos tempos até hoje.
41. Augusto | 24 de dezembro de 2010 às 1:11
Mas, mesmo assim, aí vão alguns argumentos contra este racismo de Estado:
primeiro: esta questão será tratada no âmbito das artimanhas do PODER, da POLÍTICA! E então, voces sabem como funciona aqui neste pais, não?!..clientelismo, etc, etc…Virará uma disputa de poder e os conflitos tendem a se transferir, cada vez mais, para a sociedade..
segundo: no âmbito do cotidiano dos cidadãos nem é preciso dizer que o racismo somente tende a aumentar se esta política racista continuar!…
terceiro: o desenvolvimento do capitalismo no Brasil está em ritmo tão acelerado (e assim, certamente, continuará sendo) que verificamos a ascenção das classes “c” e “d”, compostas por população de maioria negra! Assim, os negros não precisam de cotas! A questão é RENDA! Quem tem renda, tem igualdade de condições!
quarto: 90% da população é afro-descendente e, neste sentido, não podemos falar em dívida histórica! Também quero a parte que me cabe!
Entretanto, quando se trata de questões de Estado, é preciso filosofar bastante e, assim, os grandões que não fazem outra coisa a não ser filosofar, acabam arranjando algum jeito de justificar esta política..Afinal, tudo é justificável, não é?!..Inclusive, o próprio racismo contra os judeus um dia foi justificado pelo Estado Nazista!..
42. Augusto | 24 de dezembro de 2010 às 1:29
É importante que as pessoas tenham igualdade de condições para obter trabalho ou entrar em uma universidade, independente da raça/cor da pele! Neste sentido, as cotas raciais são abomináveis, pois eliminam a igualdade de condições!
Ou as provas de vestibulares e concursos públicos foram elaboradas de modo a não permitir que negros sejam aprovados? Impossível! Todos tem capacidade para serem aprovados! TODOS!
43. Romulo | 12 de março de 2011 às 18:37
Vá tratar de estudar mais, ler mais.Não estás apto a escrever um artigo com a complexidade do tema que o mesmo aborda.
44. gabriel | 21 de março de 2011 às 15:42
e esse descuso ai em cima??!! se candidato a politico agora? vai te cata, fala de algo que prestem, e escrever algo que seja do tema comendo !
45. Pedro | 10 de junho de 2011 às 16:37
IDÉIA: Se a cota é para quem não tem condições de entrar na faculdade, porque não fazer cotas para quem sempre estudou em escolas públicas, assim seria muito mais justo.
A DESIGUALDADE RACIAL só vai desaparecer da sociedade brasileira, quando o governo parar de nos dividir em classes, regionalidades, raças, cores e etnias e começar a investir em educação, saúde e cidadania.
O POVO BRASILEIRO É UM SÓ COM UMA CULTURA SÓ, COM UMA ÚNICA BANDEIRA, SOMOs TODOS VERDES, AMARELOS, AZUIS E ESTRELADOS. EU NÃO SOU SÓ ÍNDIO, NÃO SOU SÓ CAUCASIANO, NÃO SOU SÓ NEGRO, EU BATALHO TODO DIA PARA GANHAR O MÁXIMO POSSÍVEL SO MINÍMO QUE O GOVERNO ME OFERECE, EU SOU B R A S I L E I R O !!!!
46. kingdom hearts | 25 de novembro de 2011 às 10:00
47. anny | 25 de novembro de 2011 às 10:00
48. Batista | 26 de novembro de 2011 às 20:49
49. vilson moura oliveira | 22 de abril de 2012 às 21:10
50. Lao | 24 de abril de 2012 às 11:57
51. Jadeilson | 27 de abril de 2012 às 19:53
http://www.guiacinematografico.com/2012/04/cotas-raciais-nos-filmes.html
52. Lia | 28 de abril de 2012 às 13:20
Espero que deem oportunidade para eles,eles querem seu espaco na sociedade.
Maria Elielda Silva de Araujo
53. Zezinho | 28 de abril de 2012 às 13:22
54. Rui Martins | 2 de maio de 2012 às 6:15
Não são as cotas que criam o racismo. O racismo existe de fato no Brasil,desde que os portugueses escravizavam os índios e os africanos. Só que agora com as cotas os negros marginalizados têm acesso às universidades, coisa insuportável para brasileiros racistas que estavam acosumados a ver negras como empregadas domésticas e negros nas construções e nas favelas.
55. Tiago | 2 de maio de 2012 às 17:29
Resenha do livro de Ali Kamel “Não Somos Racistas”
Marco Aurélio Torres Antunes – Publicado em 10.11.2006
Nos últimos anos, a questão das cotas raciais tem sido objeto de muita polêmica. No entanto, em raras vezes os debatedores apresentam dados que dêem sustentação às suas teses. Ademais, há o problema da leitura incorreta das estatísticas, bem como os estereótipos que tentam desqualificar como racistas aqueles que se opõem às cotas e negam que o Brasil seja uma nação bicolor, em que brancos oprimem negros.
O livro “Não Somos Racistas: Uma Reação Aos Que Querem Nos Transformar Numa Nação Bicolor” (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2006), do jornalista Ali Kamel, contribui para o enriquecimento dos debates, pois apresenta, em linguagem clara e direta, argumentos sólidos que refutam idéias equivocadas sobre a situação de brancos, pardos e negros do Brasil e apontam os erros de políticas que, em vez de ajudar certos grupos, causam-lhes mais problemas e ameaçam transformar o Brasil num país de conflitos. O primeiro capítulo do livro está disponível no site da editora.
Em vez de valorizar a miscigenação, de considerar a mestiçagem como uma virtude, a nova tendência é apresentar o Brasil como uma nação dividida entre brancos e negros, de forma semelhante aos esquemas simplórios que catalogam os indivíduos como opressores e oprimidos, reacionários e progressistas. Mas, como escreve Ali Kamel, o Brasil é caracterizado por relações de amizade inter-raciais, casamentos mistos, inexistência de barreiras institucionais contra os negros, ausência de conflito e de consciência de raça. Ao estudar a gênese contemporânea da nação bicolor, Kamel mostra como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi coerente com as próprias idéias de sua juventude, quando escreveu as obras Cor e mobilidade social em Florianópolis e Capitalismo e escravidão no Brasil meridional. Em seu governo, FHC implantou o Programa Nacional de Ações Afirmativas. Como ele mesmo afirmou, isso significou uma mudança de mentalidade na população. A partir de então, a tendência tem sido a ampliação das políticas de cotas raciais, ainda mais no governo Lula, com a criação da Secretaria da Igualdade Racial, entre outras iniciativas que buscam resolver de forma precipitada problemas cujas verdadeiras soluções exigem seriedade e não demagogia.
Se for verdade que na população pobre há maior percentual de negros e pardos do que a proporção deles na população geral, que negros e pardos são minoria em determinados setores, também o é o fato de que tais situações não são necessariamente provas de racismo. O mesmo argumento vale em relação a mulheres ou qualquer outro grupo: se não estão devidamente representados em certos setores, isso não é prova de discriminação. Provar a existência ou a inexistência de discriminação ou de racismo é tarefa posterior, que buscará as causas dos dados obtidos inicialmente.
No caso brasileiro, Ali Kamel mostra que não se trata de racismo. Existem casos de racismo, mas toda forma de discriminação racial é combatida em lei. E a lei deve beneficiar apenas os indivíduos que sofreram racismo, sem privilégios a todo um grupo de pessoas que não passaram pela mesma situação. O ponto fundamental a ser destacado é o de que no Brasil o racismo não é estrutural. O problema do Brasil não é o racismo, que não é um traço dominante da nossa cultura.
Importante é o capítulo em que Kamel escreve sobre a inexistência de raças entre os seres humanos, o que é consenso entre geneticistas. Raças existem em cães, por exemplo, não em humanos. A crença na existência de raças é a base de todo racismo. Não existem genes exclusivos de determinada cor. Em relação às doenças, pode-se dizer o mesmo. A cor da pele não determina sequer a ancestralidade. Raça é uma construção cultural e ideológica. De acordo com o geneticista Craig Venter, o primeiro a descrever a seqüência do genoma humano, “raça é um conceito social, não um conceito científico”.
Outra questão que merece ser discutida é a da omissão dos pardos. Para sustentar a tese equivocada de que o Brasil possui a segunda maior população negra do mundo, somam-se os negros e os pardos. Ao importar uma terminologia dos Estados Unidos, os pardos são considerados negros. Ora, a nossa realidade é outra. Aqui há miscigenação. Segundo dados do IBGE, a população brasileira é formada por 51,9% de brancos, 5,9% de negros e 42% de pardos.
Se por um lado os pardos são somados aos negros, quando se quer aumentar o número de “oprimidos” e dar peso às reivindicações de certos movimentos, por outro lado os pardos são barrados em algumas universidades que adotam as cotas como forma de ingresso. Na autodeclaração ou na análise de fotos, não haverá critérios objetivos para enquadrar todas as pessoas supostamente discriminadas entre aquelas que serão privilegiadas pelas cotas. E, mesmo que houvesse, tais políticas não seriam justas. Aliás, as políticas de cotas, além de injustas, são prejudiciais.
Quando relacionamos o nível cultural e a condição econômica, percebemos que o salário é tanto melhor quanto melhor é o ensino. Não se pode deixar de levar em conta a qualificação educacional quando são feitas comparações entre brancos, pardos e negros. Aliás, tais comparações só se justificam entre grupos com características semelhantes. Não existe o branco médio, o pardo médio ou o negro médio. Há variações em cada grupo. Quando são feitas comparações de acordo com os critérios adequados, verifica-se a paridade entre os grupos, como no caso dos trabalhadores domésticos, entre os quais não há diferenças significativas no rendimento de brancos, pardos e negros.
Brancos, negros e pardos pobres têm as mesmas dificuldades. A proporção mais elevada de negros e pardos entre os pobres se deve ao fato de que a ascensão social é mais difícil para os pobres, que não têm oportunidade de educação qualificada. É a própria pobreza a limitação, não o racismo. Como o ponto de partida era desfavorável, já que foram escravos, negros e pardos em geral não conseguiram superar a pobreza. Muitos de seus descendentes, com poucas oportunidades por viverem num país subdesenvolvido, em que a educação não é prioridade da maioria dos governantes, não elevaram seu padrão de vida.
Conseqüentemente, permaneceu o desequilíbrio na comparação entre a proporção de negros e pardos na população geral e a proporção de negros e pardos entre os pobres.
Por outro lado, não se pode negar que algum progresso houve. O Brasil do século XXI não é o mesmo daquele de décadas passadas. Melhoraram os indicadores sociais, e isso beneficiou pessoas de diversos segmentos, embora não tanto como nos países desenvolvidos. Com o progresso da ciência e da tecnologia, é normal o progresso de um país na comparação com seu passado. O progresso é a regra, não a exceção. O problema é que tal progresso foi lento, insuficiente para dar ao conjunto da população as condições de vida dignas que todos desejamos.
Na medida em que o país se desenvolve, a tendência é o equilíbrio entre os grupos sociais. A proporção de brancos, pardos e negros entre as diversas faixas de renda será equivalente à proporção desses grupos no conjunto da população, uma vez que todos terão acesso a uma educação de qualidade, por meio da qual terão os empregos que os levarão superar a pobreza e atingir um padrão de vida satisfatório.
O que existe no Brasil é o preconceito social, o desprezo aos pobres, que Ali Kamel chama de classismo. É à análise da pobreza e de suas causas que o autor dedica alguns capítulos do livro. O desperdício de dinheiro com políticas assistencialistas (que não resolvem o problema da pobreza) e gastos excessivos com o ensino superior diminuem os recursos para a educação básica, que deveria ser a prioridade. Em grande parte das escolas brasileiras, faltam bibliotecas, laboratórios, computadores etc. Além disso, o salário dos professores em geral é baixo. Em relação ao gasto público como proporção da renda per capita no ensino fundamental e no ensino médio, o Brasil está em posição vexatória na comparação com outros países.
Ali Kamel discute bastante temas relacionados à educação, por meio da qual os brasileiros terão um futuro melhor, desde que ela seja de alta qualidade e acessível a todos. São dele estas palavras, publicadas na página 40 do livro: “Tenho procurado mostrar que, mais que ao racismo, a má situação do negro no Brasil se deve à pobreza e que não existem atalhos fáceis para superá-la, como cotas ou políticas assistencialistas. O único caminho seguro para que o país se torne mais justo é a educação”. Se deixarmos de lado o gosto pelas soluções fáceis, estudando sem preconceitos a situação de brancos, negros e pardos no Brasil, notaremos que nossa nação não é bicolor. Em termos de ideal civilizatório, uma nação misturada como o Brasil é superior às nações multiétnicas, em que a mistura é evitada. Temos, portanto, motivos para valorizar e preservar esse traço da nossa identidade cultural.
+ DINHEIRO PARA EDUCACAO
+ IMPOSTOS PARA OS MAIS RICOS
+ DINHEIRO PARA AS ESCOLAS TECNICAS
56. Daniel N | 6 de junho de 2012 às 13:56
Realmente, de longe não é o melhor modelo para “corrigir” esse problema.Olhando apenas esse lado da “injustiça social”, no entanto é melhor do que não fazer nada.
Falou-se que deveria seguir de baixo para cima, do ensino básico ao Superior, porém dá no mesmo. Se mais negros se formarem, maiores chances de serem bem sucedidos, de obterem melhores vidas paras seus filhos negros que obterão vantagens desse sistema.
Isto é simples. Tem suas vantagens. Mas tem desvantagens.
Não vou me alongar muito. Vai acontecer injustiças como brancos sem recursos perder a vaga para um negro vindo de familia mais abastada. Isso pode gerar mais discriminação. Porém ao longo do tempo, com mais negros com sucesso esse quadro tende a melhorar.
O ideal era um sistema de educação bem consolidado para todos, onde todos possam ter chances iguais e no Brasil sabemos que isso nao acontece. É um modelo de cota imperfeito para um sistema político-sócio-administrativo ridículo do nosso país. Talvez essa junção possa dar certo.