Uma música ligeira à sua maneira


A playlist do meu carro não muda muito, eu realmente gosto do pop rock nacional de bandas mais antigas como Legião, Skank, Engenheiros do Hawaii, Paralamas e Capital Inicial. Mas o post de hoje é sobre uma coincidência entre duas músicas que são muito parecidas mas que eu nunca havia me dado conta da semelhança entre elas. Mas graças a uma amiga que só conhecia uma das músicas e estranhou a letra tão diferente surgiu esse post de hoje.

As músicas em questão são “De Música Ligeira” dos Paralamas do Sucesso (9 Luas, 1996) e “À Sua Maneira” do Capital Inicial (Rosas e Vinho Tinto, 2002). Elas podem ser ouvidas abaixo:

Procurando sobre essa coincidência, a Wiki me ajudou explicando que a música original se chama “De Música Ligeira” e pertence à banda argentina Soda Stereo (Canción Animal, 1990). As bandas brasileiras lançaram versões da música original em espanhol, que você pode conferir abaixo:

Mistério desvendado =)

Alexander Levit fraude, Ben Underwood impressionante


Há algum tempo atrás eu vi um vídeo dos Super Humanos de Stan Lee no History sobre Super Visão, que segundo a Wiki é o episódio 12 da 2ª temporada do programa. No vídeo, eles apresentam Alexander Levit, uma pessoa cega que conseguiria enxergar pela mente.

Será isso verdade? Ele consegue enxergar mesmo sendo cego? Ao longo do episódio eles já mudam a história, falando que o rapaz nasceu cego, mas hoje enxerga e, segundo o próprio Alexander, sua visão é cerca de 30% da visão normal. Mas ele diz consegue ver com os olhos vendados e que inclusive enxerga melhor devido a sua super visão. Assistam o vídeo abaixo:

A questão é que os testes feitos pela History não foram realmente sérios, do tipo feitos para desmascarar alguém, eles estavam mais para mostrar as habilidades de Alexander e criar um episódio para o programa. O tipo de máscara que ele usou é o mesmo usado no método Bronnikov, um método de desenvolvimento humano e psíquico que diz ajudar os cegos a verem com os olhos da mente. Abaixo existem dois vídeos em inglês que mostram como esse método é uma farsa e como eles fazem para trapacear usando o mesmo tipo de máscara do episódio da History:

Como os vídeos de cima mostram, qualquer pessoa consegue ver usando aquela máscara pois eles conseguem enxergar no espaço entre a viseira e o nariz. Quando a máscara é trocada por uma da equipe de filmagem, completamente vedada, eles não conseguem mais levar a farsa adiante.

Mesmo na cena de Alexander na sala escura, no vídeo da History, antes de apagarem a luz, ele já havia visto onde estavam posicionados os objetos, sem falar que usando visão noturna para filmagem eles não deixaram a sala no escuro completo, para filmar assim é necessário um pouco de luz, ou seja, eles mesmo estavam iluminando um pouco a sala para poder filmar.

Uma outra maneira de fazer o teste seria, ao invés de criar um óculos tão fechado como eles mostram no final dos vídeos que desmascaram, seria apenas colocar uma folha de papel na frente do rosto dele, como fazem em campeonatos de resolução de cubo mágico com vendas. Abaixo o vídeo em que Marcell Endrey bate o recorde mundial:

Mas existem pessoas cegas que realmente conseguem enxergar de outras maneiras, sem que haja nada de misterioso nisso, mas sim uma habilidade extraordinária aprendida. Abaixo um trecho do documentário Extraordinary People, onde mostram Ben Underwood, um garoto cego que aprendeu a se movimentar no mundo usando eco localização, parecido com a maneira como os morcegos enxergam o mundo. Ele faz clicks com a sua boca e pela diferença dos sons que ouve ele percebe se existem obstáculos a sua frente, e assim ele consegue jogar basquete e andar de bicicleta. Isso sim é impressionante, e não aquela farsa da History sobre visão mental.

Uninuni de layout novo


Estamos de volta.. de novo.. é sério.. e agora para ficar.. de novo.. é sério, até mudamos o layout do site =)

Após quase 4 anos sem posts, renovamos nossa cara. O antes e depois abaixo:

 

 

As principais mudanças são os posts com imagem em destaque e os comentários que agora são feitos pelo Facebook, além de muitas pequenas mudanças no layout, assim como as categorias que agora estão limitadas.

The Promisse of Sleep – Prescription for Sleep-Sick Society


O que eu aprendi ao ler o livro: Índice em The Promisse of Sleep

Prescrição Para Uma Sociedade Doente de Sono

Falta aos médicos conhecimento sobre o sono e as doenças que podem resultar da falta do mesmo. Milhares de pessoas morrem por problemas decorrentes do sono que não foram diagnosticados nem tratados. Problemas esses como ataques do coração e fadiga crônica.

Pessoas que estão cansadas por terem dormido pouco durante muito tempo não sabem que estão cansadas por causa disso. Elas passam a achar que essa é uma situação normal e que todo mundo também se sente assim, ou acham que estão apenas entediadas ou que comeram demais. Pessoas que possuem fadiga crônica em decorrência de apneia e passam pelo tratamento, sentem como se tivessem renascido, tal a melhora que ocorre em sua saúde.

Um sem número de mortes são causadas em acidentes de trânsito por pessoas que estão sonolentas e não se dão conta que não estão em condições de dirigir.

O objetivo deste livro é ensinar o alfabeto do sono, é dar às pessoas o conhecimento básico para mudar a maneira que elas dormem e vivem.

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Good Calories, Bad Calories – Prologue – A Brief History of Banting


O que eu aprendi ao ler o livro:

Índice em Good Calories, Bad Calories

Prologo: Uma Breve História Sobre Dieta

William Banting foi um homem que tentou perder peso de diversas maneiras, inclusive com atividades físicas. Mas seu peso não diminuia. Ele foi aconselhado a tentar uma dieta em sua maioria de carne e frutas, evitando pão, doces, cerveja e batatas. Essa dieta fez com que ele perdesse peso e melhorasse sua saúde física. Ele então publicou um livreto para ajudar aqueles que sofriam do mesmo mal que ele. Na época, seu livro foi traduzido em diversos idiomas, gerou debates internacionais e seu nome virou sinônimo de dieta nos Estados Unidos (dando origem ao verbo “to bant”). Pode-se encontrar o livro de William Banting traduzido em Carta sobre a Corpulência (Letter on Corpulence) e Carta sobre a Corpulência – Corpulência.

Por mais de 100 anos, médicos recomendavam dietas para emagrecer, onde era necessário diminuir carboidratos e comer carne como o principal da alimentação. As causas da obesidade eram pão, massas, arroz, batatas e açúcar. Era senso comum que uma dieta para emagrecer envolvia diminuir carboidratos.

Até que na década de 70/80 a gordura foi identificada como a causa de doenças do coração. Passaram, então, a sugerir dietas com pouca gordura como prevenção dessas doenças e ao mesmo tempo recomendaram a dieta com pouca gordura para perda de peso, mesmo que uma dieta com pouca gordura seja rica em carboidratos que eram considerados como a causa da obesidade. Uma dieta saudável passou a ser sinônimo de pouca gordura.

A razão do livro Good Calories, Bad Calories é mostrar que apesar da fé que existe em torno de gordura saturada ser o mal nutricional de nossas vidas e de que a obesidade é causada por sedentarismo e excesso de comida, existe forte evidência para sugerir que esses pressupostos estão incorretos.

Por mais que órgãos do governo atestem que gordura é o grande vilão, existem muitos livros escritos por médicos que mostram uma outra hipótese, que carboidratos são os vilões e que se comermos menos deles, pesaremos menos e viveremos mais.

Existe uma outra hipótese para explicar a causa de doenças do coração, diabetes, câncer de mama, cáries e dúzias de outras doenças crônicas, como obesidade. Uma hipótese baseada na observação de populações isoladas onde essas “doenças da civilização” eram raras ou inexistentes. Essas doenças começaram a aparecer nessas populações após a entrada de comidas ocidentalizadas, como açúcar, farinha, arroz branco e talvez cerveja. Comidas essas, conhecidas como carboidratos refinados, que contem amido e açúcares processados por máquinas para que sejam mais facilmente digeríveis.

No início da década de 70 procurava-se saber o que causava problemas do coração e outras doenças crônicas. Para explicar essas doenças existia a hipótese dos carboidratos refinados e a hipótese da gordura alimentar. Ao longo do livro serão discutidas essas hipóteses e será mostrado como uma dessas hipóteses, através de especulações, suposições e interpretações errôneas das evidências, se tornou verdade através de constantes repetições.

Darvaz – Porta para o Inferno


A aldeia de Darvaz, com 350 habitantes, localizada no meio do deserto de Karakum, é rica em gás natural. Durante escavações em 1971, geólogos soviéticos encontraram uma caverna cheia de gás cujo chão cedeu sob seus pés, deixando uma cratera de 70 metros. Para evitar descargas de gás tóxicas, decidiram que o melhor a fazer era queimar o gás que havia no local. Eles esperavam que o fogo queimasse todo gás em questão de dias, mas o gás está queimando até hoje. A população local passou a chamar o local de “Porta para o Inferno”, devido a lama fervente e as chamas alaranjadas que queimam há décadas, graças ao gás metano do subsolo.